Quarta-feira, Dezembro 31, 2008
Nasceu o Gael Medeiros da Costa
Dia 29 de dezembro as 20:40minutos - com 3.140Kg e 49cm
Gracias a todos que mandaram energias positivas
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Quarta-feira, Julho 09, 2008
A era dos extremos
(plagiando Eric Hobsbawn)
Primeiro um que encontra o outro
No escuro, no tato, na sorte, na obviedade
Um bem pequeno perdido e desesperado para vencer
O outro grande, definido e contado.
Os dois viram um
O um vira dois e o dois viram quatro, quatro viram alguns milhões
Os milhões de novos abalam as estruturas
Bagunçam a ordem
Desregulam tudo
Choro
Essa bagunça faz-se o longe ser perto
O perto inexistente
O lado frio da cama quente
Cenas tórridas de ciúme e amor
O beijo de lado meio assim, sem saber
Choros
A era das diferenças
Que tem como obrigação de serem compreendidas e toleradas
Lágrimas e mais lagrimas
Até que a ordem volte...
Se é que algum dia ela andou por ai?
Amon- Julho 2008
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Terça-feira, Julho 01, 2008
Meu dia vai chegar!!!
Sim o meu dia já esta chegando, agora não tem mais volta este ano ainda serei pai, sabe que eu ainda não dimensionei direito isso, não sei ao certo que rumos darão na minha vida. Mas uma coisa é certa, minha vida já não é mais a mesma. Descobri que seria pai no dia 14 de junho, poucos minutos antes das 11h da manhã..e descobri assim paaaaaa de supetão, numa paulada só!
Sim, alguns sonhos naufragaram momentaneamente, mas outras infinidades de possibilidades se abriram outros sentimentos, outra forma de ver e encarar a vida e que ainda tem muito a mudar.
Ontem fomos ao médico e vi pela primeira vez os 5 cm de pessoa que esta no ventre da Drª Medeiros..maravilha ..esperarei ansioso pelo guri\guria que vem por ai!!!
Podem rir, fiz uma poesia
Vem que eu te espero
A briga de almofadas já esta marcada
A bagunça matinal na cama já é lei
Domingos chuvosos de pipocas e desenhos já são uma obrigação
Vem que eu te espero
Para abraçar-te alucinadamente num gol lá no beira-rio
Ou para aturar-te nas tuas voltas do olímpico
Domingos chuvosos continuarão sendo prerrogativa de disputa no sofá
Vem que eu te espero
Para aturar-te
Suportar-te
Amar-te
Vem que te espero
Para ler um livro
Para fazer um mimo
Para inventar sonhos
Vem que eu te espero
Gravataí julho de 2008
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Quinta-feira, Junho 26, 2008
Brasil é paraíso de novos milionários
O número de milionários no Brasil cresceu 19,1% no ano passado, o terceiro maior avanço no mundo, superado apenas por Índia e China. O país contava, em 2007, com 143 mil pessoas com ativos de pelo menos US$ 1 milhão (23 mil a mais do que em 2006), segundo estudo anual do Merrill Lynch e da Capgemini. O aumento superou ainda o do PIB (Produto Interno Bruto, soma de todas as riquezas produzidas no país), que cresceu 5,4% em 2007.
Foi o maior crescimento no número de milionários do país nos últimos cinco anos desse estudo (quando os dados dos países ficaram mais detalhados). Nesse período, a maior expansão tinha sido a de 2005, de 11,3%, quando o Brasil teve o décimo maior avanço mundial. A informação está nos principais jornais do País, hoje.
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Terça-feira, Junho 17, 2008

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Domingo, Junho 15, 2008
adivinheeeeeeeeeee

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Sexta-feira, Junho 13, 2008
http://www.youtube.com/watch?v=aQsnP2sy8_c
olhem lá no orkut
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Quinta-feira, Junho 12, 2008
Ayrton Centeno
Benvindos de volta ao mundo das cavernas. A não ser durante a ditadura militar, eu nunca havia visto a Brigada Militar, sem qualquer provocação, atacar pessoas que estavam reunidas em assembléia, discutindo o que fazer diante da proibição – injusta, ilegal e inconstitucional - de exercerem o seu direito inquestionável de irem até às portas do Palácio Piratini e dizerem que não gostam da sua atual inquilina, nem das suas políticas, nem do modo que, segundo seu ex-chefe da Casa Civil, seu governo trata o dinheiro público. Simples, legal e legítimo.
Meninos eu vi! Posso dizer, à la Joel Silveira, porque ainda tenho a memória da obstrução da garganta e da cegueira momentânea que o gás provoca. Apoiada por helicópteros, viaturas e camburões, a tropa de choque do valente coronel Mendes marchou, ombro a ombro, de dois lados, para cima dos manifestantes na frente do parque da Harmonia. Nem as mãos estendidas e os pedidos de calma das lideranças e dos deputados Dionilso Marcon e Raul Carrion contiveram a arremetida. A decisão já fôra tomada. Minutos antes, Mendes, o Bravo, dera uma entrevista no palco dos acontecimentos ao Polícia em Ação, onde descrevera ao repórter Paulão sua visão dos movimentos sociais como “formação de quadrilha” e “baderna”. Terminou a fala anunciando que iria liberar a área imediatamente.
E assim foi feito. À força de cassetetes, bombas de gás e disparos de balas de borracha, os manifestantes recuaram aos trambolhões, enquanto muitas mães arrastavam suas crianças pequenas pelos braços correndo em desespero em busca de abrigo pelo mesmo parque que a cidade – desrespeitando a denominação oficial e postiça que louva o chefe do clã do monopólio da comunicação – chama afetivamente de Harmonia, uma designação sarcástica neste 11 de junho. No céu, dois helicópteros moviam-se em círculos sobre as árvores, compondo a produção modesta porém esforçada desse Apocalipse Now guasca.
Leonildo Zang, 54 anos, 25 de militância, uma placa de sangue coagulado na testa, foi um dos que correu. “Não entendo isso. A gente estava tranqüilo, não fizemos nada, não ocupamos nada e a polícia veio reprimir. Nunca vi nada dessa natureza. Parece coisa de Hitler!”, pasmou-se.
Zang falava no ambiente ainda empestado pela fumaça e o gás. Cheiro que ele e os demais não apreciaram nem um pouco. Aliás, por falar em cheiro e em Apocalipse Now, no filme de Francis Ford Coppola, uma figura impactante, o tenente-coronel da aeronáutica, Bill Kilgore, joga seus helicópteros num ráide sobre uma vila miserável de pescadores vietnamitas. È uma cena esplêndida que todo mundo lembra: ao som da Cavalgada das Valquírias, esmigalha até o ultimo resquício de resistência e arremata a obra com um bombardeio de napalm na selva contígua. E explica: “Eu adoro o cheiro de napalm pela manhã”. Cheiros são assim, escolhas de intensa subjetividade. Não se sabe qual o cheiro que o coronel Mendes prefere mas, depois de hoje, pode-se presumir que talvez seja o forte odor que emana do governo a que serve.
Postado por Marco Aurélio Weissheimer
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Sábado, Junho 07, 2008
O governo Yeda Crusius é uma vergonha para o Estado do Rio Grande do Sul. A inacreditável sucessão de escândalos e denúncias a que o povo gaúcho assiste nos últimos meses revela um governo fraco moral e politicamente.
É um governo onde a governadora não fala com o vice-governador.
É um governo onde o chefe da Casa Civil tenta comprar a posição do vice-governador.
É um governo onde o vice-governador grava uma conversa com o chefe da Casa Civil para denunciá-lo.
É um governo onde o chefe da Casa Civil chama o vice de canalha e mau-caráter.
É um governo onde aliados da governadora a chamam de sem-vergonha. E nada acontece.
É um governo onde secretários de Estado negociam, combinam festas e tomam chopp com acusados de integrar uma quadrilha que roubou mais de R$ 40 milhões dos cofres públicos.
É um governo onde os partidos de sustentação da governadora, nas palavras do chefe da Casa Civil, utilizam empresas públicas para financiar campanhas eleitorais e para comprar maioria no Parlamento.
É um governo que, diante de graves denúncias de corrupção, com provas materiais eloqüentes, emudece, se esconde e, através de seu patético porta-voz, afirma não existirem fatos relevantes.
É um governo onde a governadora foge da imprensa e do povo.
É um governo onde a governadora não tem coragem de prestar contas sobre seus atos e de seus aliados, mas tem coragem de fechar escolas, demitir funcionários públicos e mandar a polícia bater em manifestantes.
É um governo que privatiza o meio ambiente e hipoteca o futuro.
É um governo onde seus aliados e padrinhos (como o inacreditável senador Pedro Simon, que foi incapaz de pronunciar uma palavra sobre todos esses escândalos) não tem mais coragem de defendê-lo e abandonam o navio em número cada vez maior.
É um governo cujo modus vivendi é a dissimulação e a covardia.
É um governo que chegou ao fim.
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Quinta-feira, Junho 05, 2008

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Terça-feira, Junho 03, 2008

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Segunda-feira, Junho 02, 2008
Juventude brasileira tem um futuro de incertezas
Ah, a juventude que essa brisa canta... – passou-se o tempo da ingenuidade poética e do lirismo irresponsável. Hoje, só o hip-hop para dar conta da dura radiografia da juventude feita pelo IPEA. O funil se afunila ainda mais.
Dados empíricos selecionados a partir de estudo do IPEA (Instituto de Pesquisa Economica Aplicada, do Ministerio do Planejamento) divulgados em artigo do seu diretor-presidente, o economista Márcio Pochmann publicado no jornal Valor (15/05/2008):
- Há 51 milhões de jovens no Brasil, entre 15 e 29 anos.
- 66% deles estão fora das salas de aula, não estão estudando.
- Apenas 13% dos jovens estão cursando curso superior.
- Apenas 48% dos que tem idade entre 17 e 18 anos estão cursando o ensino médio.
- A principal causa alegada para não estar estudando, entre os homens, é ter que trabalhar para ajudar a familia e, a gravidez/maternidade precoce, entre as jovens.
- 46% deles estão desempregados.
- 50% dos 54% que estão empregados, trabalham sem carteira assinada, ou seja, do total de jovens, apenas 27% têm emprego com carteira assinada.
- 31% de todos eles são considerados miseráveis, pois possuem renda per capita inferior a meio salário mínimo.
- 70% dos jovens considerados pobres, são negros.
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Quarta-feira, Maio 28, 2008
Educação, Parte IV
(um viva à utopia e ao gênio da lâmpada)
Ainda no tema educação, causa-me igualmente ‘espécie’(repetindo clichê) o artigo do administrador Jauro Alves. A repetição de expressões e palavras do tipo ‘culpa’, ‘ o educador está para TRANSMITIR da forma que JULGAR’, diz ainda, ‘se ele (aluno) não teve de seus pais ou professores anteriores...etc...etc...etc’ . Convenhamos , é não saber a que estudante nos referimos, em que sociedade estamos inseridos, em qual sistema o significado das idéias se movimenta.
Por acaso o aluno do bairro onde seguidamente se mata por ponto de droga, por dívida de R$ 20,00, por ter mexido com sua namoradinha, por bebedeira e mais, naquele bairro onde a principal refeição é a que foi servida na escola, onde a mãe sai todos os dias para dar conta do ‘pão nosso de cada dia’, o pai é sujeito oculto, quem sabe, com sorte tem nome e endereço no sistema prisional. Quem sabe estas crianças que crescem e se tornam adolescentes tenham outras expectativas. Seus pais, por aí, pela vida, sua referência, o traficante da esquina, seus afetos, o tapa, a briga, o grito. Quem sabe estas crianças-adolescentes, tenham outras necessidades que transcendem ‘a culpa, o transmitir, o julgar’.
O exemplo do médico e escritor Moacyr Scliar, traduz de certa forma as diferentes percepções sobre um mesmo fato. O médico tradicional diagnostica carências vitamínicas e nutricionais em uma determinada criança, o médico social, diagnostica FOME. O primeiro está correto, todavia é linear e limitado, o segundo percebe o contexto, a estrutura, o meio, a dinâmica, a interdependência, a dialética.
As professoras que me antecederam foram saudadas , posso afirmar, por todo o sistema educacional de nossa cidade, que sabe a que me refiro, sabe ainda da falta de limites, da ausência familiar, do não-querer-estudar, entretanto sabem que educação é processo e que somos todos aprendizes permanentes. Sabem que educar é sobretudo uma atitude diante da vida, que é preciso encantar mais que a TV, seduzir mais que o traficante, alegrar mais que o MC Créu...animar, querer, conhecer, imaginar, sugerir, superar, transpor e tantos outros verbos.
É possível apresentar a quem queira conhecer, experiências extremamente interessantes e criativas com adolescentes e professores encantadores, gente que tem a utopia diante de si e diariamente esfrega a lâmpada e quer ver o gênio sair da garrafa.
Encantar é o verbo. Julgar, transmitir, culpar, está fora de nosso vocabulário.
Rose Freitas - professora
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Segunda-feira, Maio 26, 2008
Yo
Encontrei-me em Montevideo, já havia pisado La pelas bandas de Paris, França em 2003, sim na paris de Jean-Paul Sartre! Tentava encontrar naquela megalópole alguma tradução dos cenários descritos por Sartre, principalmente no livro a Idade da Razão.
No imaginário literário que eu havia montado para aqueles romances o cenário de Montevideo é perfeito para a Idade da Razão.
Ruas escuras, frio, vento, muitas folhas no chão, cafés, aquecedores, o mundo congelado nos anos 30, tango, ambientes enfumaçados e muita ideologia. Assistimos hoje uma apresentação com o melhor da cultura uruguaia, Candonbles, tangos, violinos, milongas e guitarras!
Uma das canções fala mais ou menos assim: “.. um louco montado ao contrario no cavalo, preferindo ver de onde veio do que para onde vai..”Impossível não conter as lagrimas.
Montevideo me deu a certeza que sou apenas mais alguns poucos litros de água que insiste em correr do rio para o mar, para o mar de construção socialista, aqui no Uruguay tive a certeza de sempre, a de que em tempos em tempos devemos renovar nossa singular e plural alma socialista. Montevideo é apenas uma foto deste momento, as reuniões lá no Brasil com o Pedro, Ingrid, Inajara, Raquel e Betinho são bem mais importantes na construção da vitória socialista. Chavez, Lula, Rafael, Lugo, Tabaré, Raul, Evo, Cristina, Michele, Ortega e outros necessitam e apóiam-se em centenas e milhares de Pedros, Ingrids, Raqueis, Betinhos e tal.
De perto não percebemos que o socialismo latino americano entra no seu mais importante momento histórico, estamos no poder em diversos países, invertendo prioridades, reconstruindo o estado, transformando algo que foi deturpado, usurpado, estuprado e assassinado por mais de 500 anos.
Estar candidato neste momento histórico, mesmo que seja pequeno é algo transcendental para quem escolheu viver política!
Fiz um poema não vale rir, eleesta em portunhõl:
Gris,
Sin Color /
Com colores pálidas
Gélidas e mórbidas
Gris
Pero com corazon
Revolucionário/
resistente/
peleador
Charrua
Gris
Como lo pelo de los viejos
Experientes
Tranqüilos
Revoltos
Gris
Como tu puerto/
como to ojas/
como tu calles/
Que fueran calladas por um largo tiempo
Tiempo que tambiem ES gris
Para todos
Sea
o no sea de
Montevideo
Amon Costa- Montevideo – Maio - 2008
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Sábado, Maio 24, 2008
Sexta e sábado- Direto de Montevideo - Uruguay
Ontem a noite os jovens do foro organizaram uma festa que congregou cubanos, peruanos, uruguaios, brasileiros, argentinos, equatorianos, mexicanos, nicaraguenses , colombianos, bolivianos e venezuelanos…uma verdadeira internacional socialista.
Sim os torcedores do nacional sao muito chatos bem parecidos com os do Gremio..a turma do penharol que é ligada aos obreros sao mas gente boa…mais del pueblo…muita cerveja , vinho barato , cumbia e muito debate filosofico…
Sabado foi um dia de escutar muito, escutar sobre o plano colombia, sobre a frente amplio, sobre a bolivia…a américa latina fervilha politica…
Mais a tardinha dei uma volta no mercado del puerto….muitos, mas muitos brasileiros nas ruas, uma especie de invasao….
posted by AMON DA COSTA
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Sexta-feira, Maio 23, 2008
Quinta, 22 de maio de 2008- Porto Alegre
Meu maio!!!
Assim como em 1968 maio foi um mês especial este 2008 esta acontecendo da mesma forma. Tavez maio os ares revolucionários soprem com mais forca, com mais ardência escrevo de dentro do onibus recheado de liderancas políticas de esquerda rumo ao XIV Foro de Sao Paulo em Montevideo, Uruguay,
Estar ao lado de amigos e companheiros de lutas ideológicas nos enche de esperancas, de fé, de sonhos que nutrem o coracao de qualquer revolucionário.
Bergamotas de Belem Novo socializadas, debates conjuntarais e um figura singular chamado Guillermo.
Guillermo com 70 anos bem vividos contou-me alguns casos do seu tempo de guerrilla Uruguaya de Tupamaru, eles voltava para sua terra natal depois de anos, esteve preso durante 13 longos anos e conheceu pessoalmente el comandante Che em 1961. Muitas e muitas histórias del Movimento de Libertacao Nacional Tupamaro. Entre um chimarrao e outro me diz ao pé-de-orelha que el comandante tinha o aperto de mao flaco.
Sexta, 23 de maio de 2008- Montevideo
Meu primeiros momentos cinza em Montevideo…
Parece-me que algunas cores foram esquecidas neste rinconcito. Chegamos como 6h da manha, um hotel 2 estrelas probablemente dos anos 30 no centro da cidade. Sentia-se como 14 graus e o céu nublado conspirando com a alma cinza da cidade.
Os ares iniciais remontam uma cidade que parou nos apogeo dos anos 30, poucos minutos aquí percebi que o cinza tem seu charme, sua poética, sua estética um jeito especialísimo de ser.
Um café e una meia luna pela manha…..
Ë totalmente compreensivo o tom melancolico romantico de Drexler a cidade é realmente inspiradora….
Muitos erros mas azar
posted by AMON DA COSTA
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Quarta-feira, Maio 21, 2008
Reencenar 1968 como se nada tivesse acontecido de lá para cá é simplesmente reacionário
"Sem Destino", de Dennis Hopper, é o símbolo do road movie, o filme pé na estrada, na sua versão 68. Entre muitas coisas, porque mostrou que o esperanto dos 1960 - a música - podia virar imagem sem perder demais em força explosiva.
O seu conflito fundamental era entre um mundo fixo e imóvel e o peregrino que não cabia nele. Um mundo de profissões com perfis nítidos, de família e residências fixas, de empregos estáveis. Em meio a guerras, revoluções e conflito de superpotências, essa era pelo menos a imagem de uma estabilidade prometida.
Nesse mundo, o outsider 68 era um rebelde simplesmente porque não parava quieto no lugar. Não tinha rumo, ponto fixo, família, trabalho ou profissão determinada.
Hoje, a mobilidade constante e a comunicação instantânea são trivialidades do cotidiano. O desemprego é crônico, e as denominações profissionais perderam sua nitidez. Famílias se decompõem e se recompõem das mais diversas maneiras.
Um filme como "Onde os Fracos não Têm Vez", dos irmãos Coen, conta como começou esse declínio.
Retoma muito do road movie 68, mas não é por acaso que não tem trilha musical e que seu peregrino é um assassino profissional. Já o título do filme de Sean Penn ("Into the Wild", "Na Natureza Selvagem") é uma resposta à canção de abertura de "Sem Destino", "Born to Be Wild" ("Nascido para Ser Selvagem"). A natureza selvagem está dentro de nós. E a trilha de Eddie Vedder tenta reatualizar a união de música e imagem dos 1960 para dizer isso. Mas seu sentido é outro.
A rebeldia não é desafio direto ao mundo estabelecido, mas busca de um "si mesmo" obscurecido pelo tumulto da vida. A rebeldia não está em mudar o mundo, mas em mudar a si mesmo contra um mundo que impõe padrões predeterminados para se levar a vida.
Como a maior dessas imposições, o trabalho é cada vez menos realização pessoal e cada vez mais um meio para "se virar" e cuidar das coisas que realmente importam. O que quer que isso signifique para cada pessoa.
É fácil dizer que essa nova idéia de rebeldia é apenas ilusão porque não altera as estruturas. Isso é certamente verdade: as pessoas são tão móveis e flexíveis quanto o capital. Mas também desconfiam de grandes transformações tanto quanto do próprio capital.
É fácil dizer que essa rebeldia é apenas expressão de um individualismo extremado. Isso também é verdade: cada qual vem antes de todo mundo. Mas se mudança vier, virá com esse novo indivíduo e não contra ele.
Reencenar 1968 como se nada tivesse acontecido de lá para cá é simplesmente reacionário.
Artigo de Marcos Nobre, professor do Departamento de Filosofia da Unicamp, publicado hoje na Folha.
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Terça-feira, Maio 20, 2008
Falta tempoooooooooooooooooo
Gurizada medonha fiquei absolutamente sem tempo, não adianta negar que eu gosto disso a agitação cultural e política é o combustível da minha vida!
Essa semana estive palestrando na Escola Luis de Camões de Cachoeirinha e também na escola Nicolau no centro de Gravataí, nossa a cada palestra eu fico mais e mais chocado com os anseios da juventude, as angustias da juventude e a vontade de absorver informações diferentes das que eles normalmente estão adestrados a absorver.
A juventude destas escolas públicas não se encaixa mais no discurso neoliberal niilista que foi imposto na cabeça da gurizada durante os anos 90 e ágoras os anos 2000. Existe uma geração de gurizada que esta muito afim sim de entrar em contato com os ISMOS da vida.
Este ciclo de palestras que a gente tem feito nas escolas demonstram que muita gente esta a fim de escutar e debater política, a única coisa que esta faltando é oportunidade!!!
Diário Del Montevideo
Quinta-feira estou zarpando para o Uruguay, serei delegado pelo PT do Rio Grande do Sul no 14ª Foro de São Paulo em Montevideo, lá estaremos debatendo o internacionalismo de esquerda dos partidos da América latina bem como outros temas fundamentais sobre os partidos socialistas latino americanos.
Um breve histórico do Foro
La trayectoria política del Foro de Sâo Paulo desde su fundación hasta hoy (l990 – 2008)
El XIV Encuentro del Foro de Sâo Paulo ocurre 18 años después del I Encuentro, efectuado en San Pablo del 1º al 4 de julio de 1990 a iniciativa del PT brasileño. Desde entonces hasta hoy, transitamos por el mapa de nuestra América Latina y caribeña desde Ciudad de México en 1991 (II Encuentro) y 1998 (VIII), Managua en 1998 (III) y 2000 (IX), La Habana en 1993 (IV) y 2001 (X), Montevideo en 1995 (V), San Salvador en 1996 (VI) y 2007 (XIII), Porto Alegre en 1997 (VII), Antigua, Guatemala en 2002 (XI) y nuevamente San Pablo en 2005 (XII), reeditando día por día el Encuentro fundacional.
posted by AMON DA COSTA
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Sexta-feira, Maio 16, 2008
Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê,
Morre lentamente
quem destrói o seu amor próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente
quem se transforma em escravo do hábito
repetindo todos os dias os mesmos trajectos,
quem não muda de marca,
não se atreve a mudar a cor das suas roupas
ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão e o seu
remoinho de emoções, justamente estas que
fazem regressar o brilho aos olhos e restauram os
corações destroçados
Morre lentamente
quem não gira o volante quando está
infeliz com o seu trabalho, o seu amor,
quem não arrisca o certo nem o incerto
para ir atrás de um sonho
quem não se permite, nem sequer
uma vez na sua vida,
fugir de conselhos sensatos...
Vive hoje !
Arrisca hoje !
Não te deixes morrer lentamente !
NÃO TE IMPEÇAS DE SER FELIZ !
Pablo Neruda
posted by AMON DA COSTA
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Quinta-feira, Maio 15, 2008
Não paro quieto
Muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo, quer dizer que tempo? Alguém tem que me dar uma força, uma ajuda, uma sugestão para dinamizar o tempo, esse ano as coisas estão num ritmo frenético...coisa de doido.
O agito neste mês de maio é um circuito de palestras nas escolas estaduais de ensino médio, em parceria com o CPERS, o tema é MAIO de 68 , 40 anos das revoltas estudantis que mudaram o mundo, já fizemos a Escola Carlos Bina, José Mauricio e temos uma dúzia elas marcadas... a resposta da gurizada tem sido muito boa.
Neste Sábado estou organizando um curso de formação política lá na sede do PT de Gravataí....
Na domingueira tipo 20h vai rolar um vinho, velas, lareira e um show do Tiago Rosa aqui em casa, obviamente os convites são limitadíssimos e a turma ta organizando uma doação de 10,00 Reais para a compra dos vinhos e eventuais salgadinho...hehehehh feito!!!!

posted by AMON DA COSTA
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Terça-feira, Maio 13, 2008
Li na Veja. Assisti no telejornal.
Infelizmente, hoje em dia um número gigantesco de pessoas forma seus juízos mediante as informações obtidas através da mídia. As facilidades estão ao alcance de nossas mãos, ouvidos e olhos. Com uma vida agitada e com pouco tempo livre, o brasileiro constrói sua imagem de mundo, política, liberdade, beleza, valores etc., através da mídia. Sendo receptores de verdadeiros enlatados, tanto em ternos de jornalismo como em programação de entretenimento. Hoje em dia se pensa e se diz conforme os interesses do capital que é co-irmão dos detentores dos monopólios da comunicação. A verdade e a clareza sobre os fatos dão passagem a um jornalismo sensacionalista e a padrões morais exibidos nas novelas, seriados e programas de auditório. Há um claro cruzamento entre o que se quer vender e o que é veiculado pelos meios de comunicação. A informação virou poder. A comunicação é comodite de poder.
Se não há como fugir da mídia, o que fazer para encará-la visualizando aquilo que ela não diz?
A educação para mídia não deve ser apenas um tema abordado nas escolas de comunicação. Hoje em dia mais do que nunca é preciso fomentar a consciência crítica sobre o que lemos, vemos e ouvimos. É preciso compreender sua origem, a forma pela qual as concessões dos canais e freqüências se desenharam para então iniciar nesta jornada.
Não se trata de um radicalismo do contra, mas sim de difundir o entendimento de que a mídia deveria cumprir seu papel democrático, difundindo informações que realmente sejam relevantes para a construção de uma sociedade melhor. Porém, o que presenciamos é uma mídia que agrava os problemas sociais, no momento em que bloqueia o senso crítico das pessoas sobre seu papel na sociedade, e produz a idéia de aceitação de mundo e aceitação das condições sociais. A mídia hoje se preocupa muito mais em sustentar o capitalismo do que com seu papel de origem, que é a informação.
Os discursos produzidos e a forma como são transmitidos dizem muito mais do que aquilo que escutamos, por de trás do discurso mostra-se a construção de conteúdos. A mídia constrói a realidade, aponta o que deve ser ou não relevante em nossas vidas, constrói e destrói imagens públicas e políticas, tudo isto abrigada por uma legislação de mais de 40 anos.
Estudar a mídia é trabalhar com a possibilidade de não se deixar enganar pelos discursos distorcidos e pouco claros, como também é criar a possibilidade de utilizá-la de maneira mais apropriada, fomentando o crescimento social.
Daniela Maria Medeiros - Academica de Comunicação Social- RP
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Segunda-feira, Maio 12, 2008
Liberdade na TV
Ultimamente temos assistido manifestações das redes de tv sobre o projeto de lei em tramitação na Câmara Federal que obriga as emissoras a mesclar sua programação em meio a meio de programação nacional. A outra metade pode ser estrangeira. Os donos das emissoras dizem que a lei, se aprovada, vai tirar o direito de escolha dos telespectadores. E também aumentará seus preços.
Esta alegação, envernizada com matizes democráticos, nos leva a pensar sobre o quantum de democracia e livre escolha que existe hoje nestes meios de comunicação.
A televisão brasileira recebeu, há pouco tempo, a inovação da tv fechada. Para quem estava acostumado a escolhes entre 5 ou 6 emissoras, agora se passa fácil de 30 ou 40 opções. Mas que opções são essas? Ora, as grandes redes de tv fechada repetem o modelo das tv's abertas. Ou seja, a opção do telespectador se resume a trocar de canais.
A grade de programação é fixa. E os programas, via de regra, de qualidade questionável. Temos a nossa disposição uma enormidade de seriados norte-americanos, totalmente desconectados de qualquer aspecto cultural nativo. Os programas infantis repetem o modelo de violência permanente. Os programas juvenis tem a mesma qualidade deplorável, transmitindo tão somente o modo de viver e ver o mundo de seu país natal. Os filmes repetem a mesma situação: a maioria são filmes de baixíssima qualidade cultural e mesmo de produção. Com uma boa peneira, até se encontra programas de melhor qualidade ou produções de outros países, mas dá trabalho encontrar...
É o mesmo que já acontece com a tv aberta. Nossa liberdade de escolha se limita a trocar de canais, mas sempre vamos cair em um programa que nos foi autorizado assistir ou foi feito sob encomenda para nos acomodar no sofá.
E quando se constata que maioria da audiência de tv brasileira (aberta e fechada) está nas mãos de 4 ou 5 emissoras, chega-se a 4 ou 5 famílias felizes proprietárias. Quatro ou cinco famílias que decidem o que as outras milhões de famílias podem ver. Estas 4 ou 5 famílias são as que tem a liberdade de escolher, escolher o que as outras podem ver e ouvir.
E o que move, então, a vontade destas pouquíssimas famílias, poderosas, quando decidem a nossa programação? Seria o interesse de seus amigos do mundo político? Seria o interesse econômico de seus amigos anunciantes? Seria o interesse de seus amigos clérigos? Seriam seus próprios interesses pessoais e financeiros? Ou seriam todas estas respostas juntas? Ou você acha que a programação da tv é feita pensando em ajudar a população a conquistar cidadania e autonomia social?
Quando você ouvir que alguém quer tirar seu direito de escolher programas na tv, pense que direito você tem hoje afinal?
A propósito, quando ouço o termo “programação da tv”, não tenho como fujir da pergunta: quem está sendo programado?
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Sexta-feira, Maio 02, 2008
Quarenta anos de luta, fragmentos de uma história
Ser livre em 1968 é participar.Escrito num muro da faculdade de medicina. Paris, maio de 1968.
22/04/2008. Na década de sessenta se observa um período de revolução dos esquemas de pensamento no mundo. Principalmente no que se refere à população jovem, protagonista em todos os conflitos que se geraram nestes anos. Também no calor dos processos de descolonização, na Revolução Cubana, na Guerra da Argélia e, sobretudo, na Guerra do Vietnã os elementos mobilizadores e formadores de uma nova militância de esquerda.
Uma das principais causas para as novas inquietudes juvenis foram os movimentos de contracultura, nos quais encontraram um espaço de expressão e convivência os jovens de um âmbito mais artístico, da música, poesia, artes plásticas e de um estilo de vida oposto ao do consumismo. A flexibilização de costumes e a ruptura com tradições mudaram valores rapidamente, especialmente nas relações sexuais e nas relações de gênero.
Em termos gerais um novo horizonte questionava as linhas ideológicas do progresso, dando lugar a uma série de dúvidas e questionamentos de caráter filosófico e existencialista. A década de sessenta se observa como um período de revolução dos esquemas de pensamento no mundo. Principalmente no que se refere a população jovem, protagonista em todos os conflitos que se geraram nestes anos.
No mundo, as principais lutas e manifestações foram organizadas por estudantes, seguidas por trabalhadores e outros setores da sociedade. Os estudantes reivindicavam inicialmente o controle de seus cursos na universidade, das matérias estudadas, dos métodos de ensino e nos procedimentos das universidades em sua totalidade. Os estudantes não visavam um simples reformismo das estruturas acadêmicas, mas sim acreditavam na construção de outra universidade.
O ano de 68 foi especial por diversos aspectos, um dos anos mais importantes historicamente no século XX. Mesmo o mundo ainda não se encontrando globalizado, em 1968, algo de especial aconteceu para que França, Estados Unidos, México, Brasil, Uruguai, Japão, Itália, Espanha, Inglaterra e Alemanha vivessem situações muito parecidas. O sentimento de rebeldia ocorreu no mundo inteiro, ao redor de questões distintas e teve em comum o desejo de rebelarem-se, uma sensação de alienação sob qualquer forma. Nos países onde havia comunismo, rebelou-se contra o comunismo, onde imperava o capitalismo, voltou-se contra ele. A arma natural da revolta de 1968 não era o fuzil ou a resolução política, mas o muro pichado, o cartaz improvisado e o microfone.
Vários foram os motivos históricos que forjaram o ano de 1968, um dos grandes exemplos foram os movimentos pelos diretos civis nos Estados Unidos, constituindo-se em novas e originais manifestações de resistência e militância, outro exemplo é a guerra do Vietnã. Esta guerra não foi a única do mundo bi-polar, mas desta vez, era travada por uma nação com um poder global sem precedentes. No auge da luta asiática, as forças militares americanas matavam toda semana o mesmo número de pessoas que morreram no 11 de setembro de 2001.
O mundo começava a ganhar dinamismo comunicativo, a televisão reduzia cada vez mais a distancia e aguçava o poder imaginativo das pessoas, estudantes de Columbia em Nova York, e estudantes de Paris descobrindo, a distancia, dando-se conta que suas experiências eram semelhantes, as táticas em Praga pareciam com Paris, que inspirava a Cidade do México, que se espelhava em Nova York. Com novos instrumentos, com os satélites de comunicação o mundo assistia os acontecimentos importantes e distantes uns dos outros no mesmo dia.
E em Porto Alegre não era diferente, uma das cidades historicamente revoltosa e contestadora, ainda mais com o decreto 228 da Ditadura Militar que caiu como uma bomba social. O decreto acabava com as eleições diretas para entidades estudantis e impedia que os estudantes universitários se organizassem de forma mais aberta. Toda direção do DCE da UFRGS, por exemplo, foi afastada e foram indicados interventores para administrar o Diretório. No mesmo mês houve a primeira eleição para o DCE-LIVRE da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, constituindo uma entidade estudantil completamente autônoma das estruturas que estavam sob intervenção. Nesta eleição constituiu-se na universidade uma frente ampla que reunia todas as correntes de esquerda que atuavam no movimento estudantil. “(...) a gente manteve o voto direto como a forma de manter as nossas entidades, garantir que a democracia no DCE existisse, mas também para fazer a disputa de denúncia para sociedade, que a ditadura não convivia nem com eleições de estudantes.” (Raul Pont- Presidente DCE- Livre da UFRGS em 1968. Em entrevista-Porto Alegre Maio de 2006).
Nos 68 de barricadas nas ruas de Paris, de estudante assassinado no Rio de Janeiro, de passeata cem mil pessoas, da Faculdade de Filosofia da UFRGS em Porto Alegre ocupada por mais de mil estudantes, todos de alguma de alguma maneira, mais ou menos intensa, formavam uma grande onda de transformação que atingiu corações e mentes. Mesmo com seus limites e fraquezas, mesmo com derrotas na França, de De Gaulle e no Brasil calado da sexta-feira 13 de Costa e Silva e seu AI-5, uma geração foi atingida, seus efeitos e conseqüências são sentidos, percebidos e sonhados até hoje.
Amon Costa
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Terça-feira, Abril 29, 2008
“Gurizada,” Tio” Amon na TV
Amanhã quarta-feira (30 de Abril) as 23h30minmin, vai ao ar na TV Assembléia, o programa Democracia uma espécie de mesa redonda sobre temas polêmicos e atuais, reunindo especialistas, pesquisadores, lideranças empresariais, políticas e comunitárias apresentado pela Jornalista Daniela Sallet que abordou o tema Políticas Públicas para Juventude, debateram junto comigo o Eric e o Anderson, assistam e divulguem!!!! Ahh o programa vai reprisar varias vezes , só não sei quando!!!
Vai passar aqui:
Gravataí Canal 26 da Cabo Mais
Porto Alegre Canal 16 da Net
Por satélite, em qualquer lugar do Brasil, sintonizando o Satélite B3, freqüência 3944 MHz.
Ou pela internet, no endereço www.al.rs.gov.br, clicando no símbolo da TV Assembléia.
Dicas:
Filme: Hercules 56
Música: Martinho da Vila
Leitura: Caros Amigos-Revista
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Sexta-feira, Abril 25, 2008
Rapidinhas
Sábado passado coloquei som na festa de aniversário da banda Nômades lá no arca, bha muito afudê não estava lotado, mas a galera curtiu um monte, só demandando som dos bons, aqueles que da vontade de largar tudo e ir para o meio da pista dançar, essa parceria com os Nômades tem dado muito certo! Destaque para dancinha da minhoca da Dog!!!
Segunda chuvosa rolou um sarau musical aqui em casa, músicos, amigos e agregados bebendo vinho e batucando nos baldes da vovó Rose. Destaque para o amigo Tiago Rosa e seu repertório de 1000 músicas e Caio Maurente na baixaria!!!
Quarta o jogo do colorado foi fora do comum, sem noção, muito tri, coisa do rolo compressor mesmo!!!! Vamo Vamo inter!!!
Hoje sexta,participei de um debate na TV Assembléia sobre o tema políticas públicas para juventude, o programa vai ao ar na quarta da semana que vem, dia 30 às 23h30min...vamos ver se fiquei bonitinho e menos narigudo no vídeo!
E todos hoje rumando para festa do Ivan!!!!!!!
Voltamos as dicas:
Filme: Lamarca
Músicas: Tiago Rosa
Leitura: 1968 O ano que abalou o mundo- Mark Kurlansky
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Terça-feira, Abril 22, 2008
Vamo, vamo Inter
Tudo na vida é uma questão de escolhas e contexto histórico! É exatamente por isso que sou colorado, primeiro por escolha própria e segundo por todo contexto histórico envolvendo o Internacional de Porto Alegre. Sabe confesso aqui que não sou anti-grêmio ou anti-grêmistas, mas é impossível sentir qualquer atração ou interesse pela turma do azul.
O grande lance de ser colorado esta diretamente ligado á torcida e a uma consciência de classe, de compromisso histórico. Olha não quero entrar aqui em grandes teorias rodeando o futebol, seu processo de alienação e tal, mas de alguma forma bem leonina de ser eu queria deixar a minha marca de amor ao clube e principalmente a sua proletária torcida. Foi essa aí..
PS: O ùltimo texto sobre O Tibet foi retirado do blog Diário Gauche
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Quarta-feira, Abril 16, 2008
O Tibete não é tudo isso
As notícias publicadas em toda a mídia nos impõem uma imagem determinada que é mais ou menos como segue. A República Popular da China, que, nos idos de 1949, ocupou ilegalmente o Tibete, durante décadas promoveu a destruição brutal e sistemática não apenas da religião tibetana, mas também da própria identidade dos tibetanos como povo livre. Os protestos recentes do povo tibetano contra a ocupação chinesa foram novamente sufocados com força policial e militar bruta.
Como a China está organizando os Jogos Olímpicos de 2008, é dever de todos nós que amamos a democracia e a liberdade pressionarmos a China para devolver aos tibetanos aquilo que ela lhes roubou; não se pode permitir que um país que possui um histórico tão deficiente em matéria de direitos humanos passe uma mão de cal sobre sua imagem com a ajuda do nobre espetáculo olímpico.
O que farão nossos governos? Vão ceder ao pragmatismo econômico, como de costume, ou encontrarão a força necessária para colocar nossos mais elevados valores éticos e políticos acima dos interesses econômicos de curto prazo?
Embora a atividade chinesa no Tibete sem dúvida tenha incluído muitos atos de destruição e terror assassino, existem muitos aspectos dela que destoam dessa imagem simplista de "mocinhos versus vilões".
Enumero, a seguir, nove pontos a serem mantidos em mente por qualquer pessoa que faça um julgamento sobre os fatos recentes no Tibete.
1) Não é fato que até 1949 o Tibete era um país independente, que então foi repentinamente ocupado pela China. A história das relações entre eles é longa e complexa, e em muitos momentos a China exerceu o papel de poder protetor. O próprio termo "dalai-lama" é testemunho dessa interação: reúne o "dalai" (oceano) mongol e o "bla-ma" tibetano.
2) Antes de 1949, o Tibete não era nenhum Xangri-Lá, mas um país dotado de feudalismo extremamente rígido, miséria (a expectativa média de vida pouco passava dos 30 anos), corrupção endêmica e guerras civis (sendo que a última, entre duas facções monásticas, ocorreu em 1948, quando o Exército Vermelho já batia às portas do país).
Por temer a insatisfação social e a desintegração, a elite governante proibia o desenvolvimento de qualquer tipo de indústria, de modo que cada pedaço de metal usado tinha que ser importado da Índia.
Mas isso não impedia a elite de enviar seus filhos para estudar em escolas britânicas na Índia e transferir seus ativos financeiros a bancos britânicos, também na Índia.
3) A Revolução Cultural que devastou os mosteiros tibetanos na década de 1960 não foi simplesmente "importada" dos chineses: na época da Revolução Cultural, menos de cem guardas vermelhos foram ao Tibete, de modo que as turbas de jovens que queimaram mosteiros foram compostas quase exclusivamente de tibetanos.
4) No início dos anos 1950, começou um longo, sistemático e substancial envolvimento da CIA na incitação de distúrbios anti-China no Tibete, de modo que o receio chinês de tentativas externas de desestabilizar o Tibete não era, de modo algum, "irracional".
5) Como demonstram as imagens veiculadas pela TV, o que está acontecendo agora nas regiões tibetanas já não é mais um protesto "espiritual" pacífico de monges (como o que aconteceu em Mianmar um ano atrás), mas (também) bandos de pessoas matando imigrantes chineses comuns e incendiando suas lojas. Logo, devemos avaliar os protestos tibetanos segundo os mesmos critérios com os quais julgamos outras manifestações violentas: se tibetanos podem atacar imigrantes chineses em seu próprio país, por que os palestinos não podem fazer o mesmo com colonos israelenses na Cisjordânia?
6) É fato que a China fez grandes investimentos no desenvolvimento econômico do Tibete e em sua infra-estrutura, educação, saúde etc. Para explicar em termos simples: apesar de toda a opressão inegável, nunca, em toda sua história, os tibetanos medianos desfrutaram de um padrão de vida comparável ao que têm hoje.
7) Nos últimos anos, a China vem mudando sua estratégia no Tibete: a religião despida de política hoje é tolerada e mesmo apoiada. Mais do que na pura e simples coação militar.
Em suma, o que escondem as imagens veiculadas pela mídia de soldados e policiais chineses brutais espalhando o terror entre monges budistas é a muito mais eficaz transformação socioeconômica em estilo americano: dentro de uma ou duas décadas, os tibetanos estarão reduzidos à situação dos indígenas americanos nos EUA.
Parece que os comunistas chineses finalmente entenderam a lição: de que vale o poder opressor de polícias secretas, campos e guardas vermelhos destruindo monumentos antigos, comparado ao poder do capitalismo sem freios, quando se trata de enfraquecer todas as relações sociais tradicionais?
8) Uma das principais razões por que tantas pessoas no Ocidente tomam parte nos protestos contra a China é de natureza ideológica: o budismo tibetano, habilmente propagado pelo dalai-lama, é um dos pontos de referência da espiritualidade hedonista "new age", que está rapidamente se convertendo na forma predominante de ideologia nos dias atuais.
Nosso fascínio pelo Tibete o converte numa entidade mítica sobre a qual projetamos nossos sonhos. Assim, quando as pessoas lamentam a perda do autêntico modo de vida tibetano, não estão, na verdade, preocupadas com os tibetanos reais.
O que querem dos tibetanos é que sejam autenticamente espirituais por nós, em lugar de nós mesmos o sermos, para continuarmos a jogar nosso desvairado jogo consumista.
O filósofo francês Gilles Deleuze [1925-75] escreveu: "Se você está preso no sonho de outro, está perdido". Os manifestantes que protestam contra a China estão certos quando contestam o lema olímpico de Pequim, "Um mundo, um sonho", propondo em lugar disso "um mundo, muitos sonhos".
Mas eles devem tomar consciência de que estão prendendo os tibetanos em seu próprio sonho, que é apenas um entre muitos outros.
9) Para concluir, a dimensão realmente nefasta do que vem acontecendo hoje na China está em outra parte. Diante da atual explosão do capitalismo na China, os analistas freqüentemente indagam quando vai se impor a democracia política, o acompanhamento político "natural" do capitalismo.
Essa questão com freqüência assume a forma de outra pergunta: até que ponto o desenvolvimento chinês teria sido mais rápido se fosse acompanhado de democracia política? Mas será que isso é verdade?
Numa entrevista há cerca de dois anos, [o sociólogo] Ralf Dahrendorf vinculou a crescente desconfiança com que a democracia vem sendo vista nos países pós-comunistas do Leste Europeu ao fato de que, após cada mudança revolucionária, a estrada que conduz à nova prosperidade passa por um "vale de lágrimas".
Ou seja, após o colapso do socialismo não se pode passar diretamente para a abundância de uma economia de mercado bem-sucedida: o sistema socialista limitado, porém real, de bem-estar e segurança precisou ser desmontado, e esses primeiros passos são necessariamente dolorosos.
O mesmo se aplica à Europa Ocidental, onde a passagem do Estado de Bem-Estar Social para a nova economia global envolve renúncias dolorosas, menos segurança e menos atendimento social garantido.
Para Dahrendorf, o problema é resumido pelo fato de que essa dolorosa passagem pelo "vale de lágrimas" dura mais tempo que o período médio entre eleições (democráticas), de modo que é grande a tentação de adiar as transformações difíceis, optando por ganhos eleitorais de curto prazo. Não surpreende que os países mais bem-sucedidos do Terceiro Mundo, em termos econômicos (Taiwan, Coréia do Sul, Chile), tenham adotado a democracia plena só após um período de governo autoritário.
Esse raciocínio não seria o melhor argumento em defesa do caminho chinês em direção ao capitalismo, em oposição à via seguida pela Rússia? Seguindo o caminho percorrido pelo Chile e a Coréia do Sul, os chineses usaram o poder irrestrito do Estado autoritário para controlar os custos sociais da passagem para o capitalismo, desse modo evitando o caos.
Em suma, uma combinação esdrúxula de capitalismo e governo comunista, longe de ser uma anomalia ridícula, mostrou ser uma bênção (nem sequer) disfarçada: a China se desenvolveu na velocidade em que o fez não apesar do governo comunista autoritário, mas devido a ele.
E se aqueles que se preocupam com a falta de democracia na China estiverem na realidade preocupados com o desenvolvimento acelerado da China, que faz dela a próxima superpotência global, ameaçando a primazia do Ocidente?
Há mesmo um outro paradoxo em ação aqui: e se a prometida segunda etapa democrática que vem após o vale de lágrimas autoritário nunca chegar?
É isso, possivelmente, que é tão perturbador na China de hoje: a idéia de que seu capitalismo autoritário talvez não seja apenas um resquício de nosso passado, a repetição do processo de acúmulo capitalista que se desenrolou na Europa entre os séculos 16 e 18, mas sim um sinal do futuro.
E se "a combinação agressiva entre o chicote asiático e o mercado acionário europeu" se mostrar economicamente mais eficiente que nosso capitalismo liberal? E se ela assinalar que a democracia, tal como a conhecemos, não é mais condição e motor do desenvolvimento econômico, e sim um obstáculo a ele?
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Terça-feira, Abril 08, 2008
O NOVO JEITO DE ESCALAR DE YEDINHA

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Quinta-feira, Abril 03, 2008
Gurizada medonha
Devido a legislação eleitoral, sairei da prefeitura (FUNDARC) nesta sexta feira, são 4 anos fazendo cultura aqui na cidade
gostaria muito de celebrar estes anos de produção cultural...
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Terça-feira, Março 25, 2008

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Segunda-feira, Março 24, 2008
Insônia
Nossa ultimamente tenho me superado nas noites de insônia, elas têm sido mais e mais freqüentes, mais e mais improdutivas, até por que ando com uma ausência total de criatividade, acho que se deve ao momento tenso e angustiante pré-eleitoral.
Imaginem a pilha de nervos que deverei estar lá em setembro, na real gostaria que já fosse setembro! Mas tudo tem seu tempo, sua hora, tenho obrigação de saber aguardar e controlar a ansiedade.
Mas a insônia improdutiva é uma merda, bem que eu poderia escrever mil poesias existencialistas, ou compor alguns sambas intimistas no meu violão, ou ler freneticamente algumas coisas do Chomsky, Bordeiu, Freud e Marx...
A insônia improdutiva é uma lástima, começo a desconfiar do tal de Orkut, sabe já tenho data e hora para cometer meu orkuticideo!!!
Buenas...me voy
Trilha Sonora: Prodigy, Maxwell, Rosana, Graforréia e algumas coisas mas
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Quinta-feira, Março 20, 2008
Se você não recebeu ovos de páscoa aqui está o porque…

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Terça-feira, Março 18, 2008
POr onde anda a mão invisível do mercado?
O ex-presidente do banco central norte-americano, Alan Greenspan, admitiu em artigo publicado segunda-feira no jornal Financial Times, que a famosa “mão invisível do mercado” (premissa básica dos ideólogos da desregulamentação do sistema financeiro) tem um pequeno problema: não funciona. Greenspan disse que é impossível saber quantos meses demorará a atual crise financeira nos Estados Unidos e que os modelos econômicos com os quais o sistema financeiro mundial trabalha “são insuficientes para determinar os rumos da economia, diante do volume e da complexidade das variáveis existentes”. “Nunca seremos capazes de prever as descontinuidades do mercado financeiro. Elas são necessariamente uma surpresa”, admitiu. Ele definiu o atual momento como uma alternância de fases de euforia com momentos de retração”.
A crise financeira que os Estados Unidos vive hoje é a mais grave desde a Segunda Guerra Mundial, disse ainda Greenspan. “A atual crise financeira dos Estados Unidos será verdadeiramente julgada como a mais grave desde o fim da Segunda Guerra Mundial”. Ela só chegará ao fim, acrescentou, quando o preço dos bens imobiliários se estabilizar. Até lá deixará numerosas vítimas. “O sistema de avaliação dos riscos atualmente em vigor será particularmente tocado”, admitiu Greenspan, que teme ainda pela sobrevivência da “auto-regulamentação financeira como mecanismo fundamental de equilíbrio do setor financeiro mundial”. Em seu artigo, o ex-presidente do Federal Reserve não fez qualquer auto-crítica sobre sua gestão. Ele é apontado como um dos principais responsáveis por alimentar a bolha imobiliária nos EUA, ao reduzir continuamente as taxas de juros, como forma de manter a aceleração econômica mesmo em fases desfavoráveis.
O mais recente capítulo da crise foi o anúncio, segunda-feira, da grave situação do banco Bear Stearn, o que fez com que as bolsas despencassem no mundo inteiro. O banco de investimentos concedia financiamentos de longo prazo e fazia aplicações de curto prazo, especialmente no mercado de crédito imobiliário de alto risco. A crise desse setor atingiu o banco em cheio. Após uma “injeção de liquidez” do Federal Reserve, o Bear Stern acabou sendo vendido para o JP Morgan por 10% do valor que tinha na Bolsa de Valores de Nova York, na última sexta-feira. É neste cenário que o dólar segue derretendo. Na segunda-feira, atingiu um patamar considerado impossível há bem pouco tempo: para comprar um euro era preciso desembolsar 1,59 dólares. A partir desses dados, cresce entre a maioria dos analistas, o temor de uma profunda recessão econômica nos EUA.
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Sexta-feira, Março 07, 2008
REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL É A SOLUÇÃO?
Faz algum tempo que querem nos convencer que a solução mágica para o problema da criminalidade será a redução da criminalidade penal. Reduzir a maioridade penal seria o mesmo que afirmar que a juventude é um problema e tentar encontrar soluções para este problema, sem ao menos olhar suas causas.
Seriam mesmo os jovens, menores de dezoito anos os principais responsáveis pela criminalidade? Ou ao contrário não seriam eles as vitimas?
É crescente o número de jovens vítimas de violência, abuso sexual. Segundo dados do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio Econômico). O índice de desemprego na população jovem chega 45,5%, também há a falta de acesso ao lazer, moradia, cultura, educação, etc.
É fácil condenar aqueles que não tiveram a menor oportunidade na vida, pois eles são frutos de uma sociedade que os vê como problemas. Como disse o Amon em seu texto “A redução de maioridade penal vai colocar o adolescente pobre na cadeia”, concordo com essa afirmação e acredito que a redução só iria contribuir para inchar as cadeias de batedores de carteiras, que certamente sairiam de lá com escola de criminalidade, “ou seja” a redução da maioridade penal só mascara o problema sem apontar nenhuma solução, que enfrente a situação. É necessário encarar a juventude por inteiro não apenas como um fato isolado. O jovem é uma vítima do sistema que muitas vezes lhe nega condições e direitos básicos como cidadão.
Vincular a redução da maioridade penal com o exercício do voto é mais uma vez questionar a cidadania dos jovens. Pois o ato de votar constitui na vontade de quere construir, buscar um futuro melhor, acreditar em algo, e todos os jovens necessitam disso ACREDITAR.
Acreditar que ele não precisa recorrer a criminalidade para pode3r sobreviver, muitos desses jovens encontram no voto a única maneira de serem ouvidos. Talvez seja isso que a juventude precisa, ser ouvida.
Raquel Paim.
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Quinta-feira, Março 06, 2008

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